Consultoria, Educação, Fiscalização, Notícias, Perícia

Fraude além das fronteiras

Fonte: Food Safety Magazine

https://www.food-safety.com/articles/10956-beyond-borders-food-fraud-in-global-supply-chains?utm_medium=emailsend&utm_source=NL-FS-Food+Safety+Digest&utm_content=BNPCD260119144_01&oly_enc_id=1304A4353567I7P

Fraude alimentar: um risco silencioso nas cadeias globais de alimentos

Perfeito. Segue um resumo claro, objetivo e adequado para post de site, com linguagem acessível, mantendo a seriedade técnica, mas sem excesso de jargão 👇


Fraude alimentar: um risco silencioso nas cadeias globais de alimentos

A fraude alimentar ocorre quando alimentos, ingredientes ou embalagens são intencionalmente adulterados, substituídos ou rotulados de forma enganosa com o objetivo de gerar lucro. Estima-se que esse tipo de prática possa atingir até 10% do abastecimento alimentar mundial, causando prejuízos econômicos bilionários e, em alguns casos, riscos diretos à saúde da população .

Na maioria das vezes, a fraude acontece no nível dos ingredientes, antes mesmo da fabricação do produto final. Dependendo da gravidade, ela pode comprometer tanto a segurança dos alimentos, quando há risco à saúde humana, quanto a qualidade e a integridade do produto, quando há engano ao consumidor. Muitos casos não são notificados, o que dificulta a real dimensão do problema.

As formas mais comuns de fraude alimentar incluem:

  • Diluição ou substituição de ingredientes por matérias-primas mais baratas ou não declaradas
  • Rotulagem incorreta e alegações falsas, como produtos comuns vendidos como “orgânicos” ou “naturais”
  • Falsificação de marcas, origem ou certificações
  • Desvio de produtos por canais de distribuição não autorizados

Entre essas práticas, a substituição, diluição e rotulagem incorreta são as mais frequentes, por serem mais fáceis de executar e difíceis de detectar. Casos emblemáticos, como a substituição de carne bovina por carne de cavalo na Europa, demonstram o impacto que essas fraudes podem causar na confiança do consumidor.

Dados recentes apontam um aumento significativo de fraudes envolvendo nozes, sementes e produtos em pó, impulsionado pela alta no preço dessas matérias-primas. Laticínios, peixes e frutos do mar continuam entre as categorias de maior risco. O problema atinge tanto países com forte fiscalização quanto mercados emergentes, mostrando que a complexidade e o volume das cadeias globais de suprimentos são fatores decisivos para a ocorrência de fraudes .

Diante desse cenário, a prevenção da fraude alimentar exige mapeamento de vulnerabilidades na cadeia de suprimentos, testes de autenticidade, rastreabilidade dos ingredientes e capacitação contínua dos profissionais envolvidos. Mais do que uma exigência regulatória, o combate à fraude alimentar é uma questão ética, essencial para proteger a saúde pública e preservar a confiança do consumidor no sistema alimentar.