https://www.food-safety.com/articles/11041-experts-share-lessons-from-a-successful-listeria-seek-and-destroy-process


Um estudo publicado no International Journal of Food Microbiology analisou dois surtos de listeriose na Noruega (2022 e 2023) ligados ao consumo de salmão defumado a frio.
A investigação apontou a presença persistente de Listeria monocytogenes (ST121) — uma cepa conhecida por sobreviver por longos períodos em ambientes industriais.
Mesmo com limpeza e desinfecção de rotina, o patógeno continuava aparecendo no produto final.
🔎 O que foi feito?
A empresa adotou um processo estruturado de “Buscar e Destruir”, com:
- Aumento da amostragem ambiental
- Sequenciamento completo do genoma (WGS)
- Desmontagem profunda de equipamentos
- Tratamento térmico e químico intensificado
Após 11 semanas de investigação, identificou-se que a máquina de descascamento (retirada de pele) era o principal nicho de contaminação.
O problema?
🔹 Correias com material poroso
🔹 Junções metálicas com frestas
🔹 Retenção de umidade
🔹 Falhas de design higiênico
Mesmo após sanitização agressiva, a bactéria persistia.
A solução definitiva veio com a substituição do equipamento.
Resultado:
✔ Eliminação da cepa do surto
✔ Nenhuma amostra de produto positiva após a troca
✔ Controle ambiental mantido nos meses seguintes
(Fonte: )
✅ 3 DICAS PARA EMPRESAS DE CONSULTORIA EM ALIMENTOS
1️⃣ Avalie o DESIGN, não apenas o POP
Não adianta protocolo bonito se o equipamento tem fresta, porosidade e retenção de umidade. Design higiênico é prevenção de surto.
2️⃣ Revise o plano de amostragem
Swab superficial nem sempre encontra nicho profundo. Reavalie pontos críticos e frequência de coleta.
3️⃣ Oriente o cliente sobre custo invisível
Trocar equipamento pode parecer caro. Surto, recall e dano reputacional são infinitamente mais caros.
Esse caso reforça uma verdade técnica simples:
Bactéria não respeita rotina. Ela respeita falha estrutural.